Tentamos falar de amor a quem só amou o ódio.
Tentamos aliviar a carga de quem só preferiu o peso das correntes em seus pés.
Tentamos falar de paz e quase fomos mortos na guerra.
Humanos, confusos, sofridos...
Pessoas que não tem ideia de quem os empurra para fora!
Não foi Deus quem os abandonou à própria sorte. Ele não os deixou quando vocês viraram as costas para o amor Dele. Ele não mente!
Um dia, Ele disse a Josué que JAMAIS o deixaria e NUNCA o abandonaria. E cumpriu essa promessa naquele tempo e estendeu para esse tempo. Estamos incluídos no acordo.
Não foi Deus quem mentiu; isso não faz parte do caráter Dele.
Mas, pense por um pouco de tempo. Bem pouco mesmo.... Quem quebrou promessas? Quem feriu as “juras de amor eterno”? Quem quebrou a aliança mesmo?
Gerados no amor de Deus, como filhos do grande Rei, saímos de Casa e preferimos viver como adotivos de um pai mau.
Ele planejou nos tirar de Casa e teve êxito, porque encontrou em nós as mesmas características abomináveis dele: mentira, cobiça, ingratidão.
Começamos mentindo sobre quem somos, fingindo ser quem nunca fomos.
Depois, desejamos aquilo que o Pai disse que não nos pertencia, pois Ele tinha planos maiores, mas como em todo filme de romance, o príncipe decide fugir do castelo, na calada de todas as noites, para viver aventuras incríveis. O mais incrível, é que ele se apaixona pela mentira de uma vida feliz, longe de casa e daqueles que o amam, e ainda mais, longe das responsabilidades de “filho do Rei”. Coincidência? Não!!! “Burrocidência”, eu diria!
O príncipe (e as princesas também!!!) deseja viver aquilo que o outro vive: a suposta “liberdade” de plebeu. Deseja viver a vida do outro.
Filhos ingratos, magoam o coração de seus pais, quando rejeitam aquilo que a responsabilidade real espera deles. Lamentável.
Todo sentimento se distorce e quando o filho se torna escravo, começa a culpar o Pai, a família e os servos de serem os “vilões” da história!
O inimigo é muito esperto! Como ele trabalha bem!
A gratidão cede espaço para a ingratidão, enquanto o amor leal se torna ódio mortal.
Quem te feriu mesmo, senão seus próprios desejos carnais? De quem é a culpa? Do seu INIMIGO? Claro que não!
Ele apenas fez o que ele deveria ter feito. Foi fiel ao plano. E você? Foi fiel a quê? A quem?
Se estivesse fazendo o que deveria fazer, estaria onde deveria estar.
A luta idealista por um mundo justo deixou lugar para uma conquista egoísta, e pergunto aqui: “quem estará ao seu lado quando você vencer"? Aquele, na verdade, será o pódium da sua maior derrota.
Mas, quem sou eu para te chamar de volta pra Casa? Um filho sempre sabe para onde deve voltar.
Sou apenas a narradora onisciente, falando em terceira pessoa, contando os fatos, como os vejo. Sem julgamentos. Apenas interagindo com o texto, tentando entender o que se passa fora dos portões do Reino.
O fim dessa história ainda está sendo escrito, em alguns rascunhos, depois de muitas folhas amassadas e arremessadas ao lixo.
Só pode terminar, aquele que a começou...
E aí? Como vai ser?
Silvia Bincoleto
Devocionais diários, utilizando o Método VOS (Ver, Ouvir e Sentir), da AMME Evangelizar. Essa é a herança que quero deixar para minha geração: as experiências vividas através da Palavra de Deus!
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