O sacerdote e o fogo
Levítico 6:8-13
1. O Senhor disse a Moisés:
1.1. "Dê este mandamento a Arão e a seus filhos:
1.2. Esta é a regulamentação acerca do holocausto:
1.2.1. ele terá que ficar queimando até de manhã sobre as brasas do altar,
1.2.1.1. onde o fogo terá que ser mantido aceso.
2. O sacerdote
2.1. vestirá suas roupas de linho e
2.2. os calções de linho por baixo, (roupas especiais para o sacerdócio – roupas oficiais)
2.3. retirará as cinzas do holocausto
2.3.1. que o fogo consumiu no altar e
2.3.2. as colocará ao lado do altar.
3. Depois
3.1. trocará de roupa, e
3.2. levará as cinzas para fora do acampamento,
3.2.1. a um lugar cerimonialmente puro. (os pés do sacerdote, após o holocausto, não podem pisar em terra suja, contaminada, sem esterco)
4. Mantenha-se
4.1. aceso o fogo no altar;
4.2. não deve ser apagado.
5. Toda manhã o sacerdote
5.1. acrescentará lenha,
5.2. arrumará (arak - colocará em ordem) o holocausto sobre o fogo e
5.3. queimará sobre ele a gordura das ofertas de comunhão (um sacrifício por aliança ou amizade, oferta de paz).
6. Mantenha-se o fogo (esh – aysh: ardente, brasas acesas)
6.1. Continuamente (tamid – todos os tempo, sacrifício regular, perpétuo) aceso no altar;
6.2. não deve ser apagado (kabah – desaparecer, extinguir). O fogo não pode deixar de existir, em nenhum momento.
Ver
Lei do holocausto: o sacrifício deve queimar a noite inteira, até o amanhecer e o fogo deverá ser mantido aceso. Ele nunca deve se apagar!
A oferta deverá ficar no fogo!
O serviço diário consistia em dois cordeiros, um oferecido pela manhã ao nascer do sol e outro à noite, quando o dia começava a declinar. Ambos foram consumidos no altar por meio de um fogo lento, diante do qual os pedaços do sacrifício eram colocados de forma que eles o alimentassem a noite toda.
O sacerdote oficiante deveria vestir suas vestimentas sacerdotais, que consistiam em quatro peças:
1 - a túnica, que era um manto longo e fechado de linho fino, com mangas, mas sem pregas, cobrindo todo o corpo, e alcançando até os pés;
2 - calças de linho - ou melhor, cuecas de linho - que, de acordo com as autoridades durante o segundo templo, chegavam aos joelhos e eram presas por fitas acima dos flancos;
3 - um cinto de linho, que, de acordo com as mesmas autoridades, tinha três dedos de largura e trinta e dois côvados, longo e, como o véu do tribunal e do santuário, era bordado com figuras; e
4 - uma mitra, ou melhor, turbante, que era igualmente de linho fino, e era preso à cabeça por meio de fitas, para evitar que caísse.
Somos chamados por Deus para remover a cinza daquilo que já queimou! Não olhe para o que se foi. A lenha que acabou, serviu para um propósito, mas ela não existe mais. Não dá para viver do passado, mas precisamos realizar novos feitos, no presente!
Remova as cinzas velhas e prepare-se para viver o novo que está por vir; não se apegue ao que se queimou. É passado!
Coloque ordem em seu altar e prepare-se para o próximo sacrifício; nunca acaba! É até que Ele venha!
Durante o segundo templo, um sacerdote era designado por sorteio para tirar do altar todas as manhãs pelo menos uma pá cheia de cinzas e carregá-la fora do acampamento, e quando as cinzas se acumulavam eram inteiramente removidas para o mesmo lugar.
Trocando a roupa para o passo seguinte (despir-se) – para cada ocasião, uma roupa apropriada – roupas de ensaio, mas ainda, de sacerdote! Devem ser puras, santas, decentes, que reflitam a glória de Deus! Vestes de louvor – vida de adoração!
As vestes sacerdotais eram usadas apenas no altar e no tabernáculo.
Remover as cinzas, significa que o sacrifício da noite anterior havia sido feito.
O sacerdote deveria se vestir para preparar o altar e depois, trocar de roupas para limpar o altar.
As roupas permaneciam limpas, bem como o lugar onde as cinzas deveriam ser jogadas. Tudo deveria se manter puro.
O sacerdote deve ser santo, nas vestes cerimoniais (enquanto ministra na presença de Deus), mas deve se manter com vestes puras, quando desce do altar. Ele deve pisar em terra limpa, sem contaminar qualquer parte do seu corpo.
O fogo não pode se apagar! Deverá queimar a noite inteira e isso é responsabilidade do ministro de Deus. É ele quem deve vigiar a gordura para saber se ela será suficiente para manter o fogo aceso.
Ouvir
O problema dos sacerdotes está em se contaminar, olhando para os costumes do mundo, deixando de guardar a santidade nas vestes e comportamentos. Esqueceram-se de quem são e vivem como pessoas comuns!
A causa disso é falta de santidade! Falta de identidade! Não guardam a santidade por não se lembrarem de quem são, em Deus!
A solução está em observar a ordenança de Deus: “O Senhor disse a Moisés:
"Dê este mandamento a Arão e a seus filhos: Esta é a regulamentação acerca do holocausto: ele terá que ficar queimando até de manhã sobre as brasas do altar, onde o fogo terá que ser mantido aceso. ” Levítico 6:8,9
Sentir
Precisamos diminuir a atração pelas coisas que contaminam a vida sacerdotal – vestes, pensamentos e comportamentos. Somos de linhagem sacerdotal e não podemos nos parecer com as pessoas que andam longe de Deus – ímpios.
Deus nos chama para aumentar o compromisso com o altar Dele; isso vai melhorar nosso relacionamento e trará transformação visível em nossas vidas. A dedicação com o sacrifício manterá o nosso altar de adoração sempre em chamas!
Compartilhe a responsabilidade sacerdotal com amigos cristãos. Mostrem a eles, pela Palavra, o que Deus espera de cada um. Mostre o quão privilegiados são por fazerem parte de um grupo especial na Presença de Deus. Cumpra seu dever com alegria!
O Reino de Deus se multiplica à medida que os sacerdotes realizam o serviço do templo com responsabilidade, chamando outras pessoas ao altar de Deus para que elas saibam que são escolhidas por Deus para algo tão especial. Se mantemos a chama acesa, outros vão se achegar para saber que fogo é esse!
Bora praticar?
Silvia Bincoleto